Doença Carotídea

Doença Carotídea

A doença das carótidas, também conhecida como estenose carotídea, é uma importante causa do acidente vascular cerebral (AVC ou derrame). Aproximadamente 25% dos acidentes vasculares cerebrais ocorrem quando fragmentos de placa ou um coágulo se desprendem da artéria carótida e fluem para o cérebro. O derrame é a segunda principal causa de morte no Brasil e a principal causa de incapacidade permanente em idosos. 

Dependendo de sua gravidade, um derrame pode ser fatal.

Doença carotídea

As artérias carótidas são os principais vasos que levam sangue ao cérebro. A aterosclerose, doença que pode ocorrer em qualquer parte do corpo, consiste no depósito de gordura na parede interna dos vasos, tornando-os estreitos e podendo obstruí-los progressivamente, dificultando a passagem do sangue, oxigênio e nutrientes – no caso das artérias carótidas, para o cérebro.

Pessoas hipertensas, tabagistas, obesas, diabéticas, sedentárias, com níveis de colesterol e triglicérides elevados, possuem maior risco de desenvolver a estenose carotídea.

Sintomas da doença carotídea

Em seus estágios iniciais, a estenose da carótida não manifesta sintomas. Ela pode passar desapercebida até que seja tarde demais, quando tiver um AVC e aí os sinais são de um derrame: paralisia da face ou dos membros, dificuldade repentina para falar ou de compreender, dificuldade para enxergar em um dos olhos, tontura, perda de equilíbrio e desmaio.

Diagnóstico da doença carotídea

Na consulta, o médico realizará perguntas e examinará o paciente, podendo ouvir um ruído no pescoço (sopro) que pode indicar um estreitamento da carótida. Em seguida, costuma confirmar a suspeita com um ultrassom cervical (ecodoppler de carótidas). Em caso de dúvida ou com indicação de cirurgia, realiza-se a arteriografia ou angiotomografia.

Tratamento da doença carotídea

O objetivo do tratamento da estenose da carótida é prevenir um AVC ou evitar que um novo ocorra. A escolha por uma das opções de tratamento, com remédios ou cirúrgico, depende do quanto está estreitada essa artéria e se o paciente apresentou um AVC recentemente.

Se o bloqueio for pequeno e não muito grave, o médico poderá recomendar algumas mudanças no estilo de vida a fim de retardar a aterosclerose, como parar de fumar, perder peso e realizar exercícios físicos. Além disso, poderão ser prescritos alguns medicamentos para controlar a pressão arterial e manter o colesterol mais baixo. Remédios que evitam a formação de coágulos sanguíneos também podem ser administrados.

Se o bloqueio for grave ou se o paciente já teve um AVC, o médico pode recomendar a desobstrução da artéria por cirurgia. Há duas opções: a cirurgia aberta (Endarterectomia) e a Angioplastia. A decisão entre uma ou outra técnica depende da avaliação de múltiplos fatores como idade, doenças associadas, cirurgias prévias no pescoço.

Na Endarterectomia, é realizada uma incisão no pescoço, abertura da carótida e remoção das placas; durante a cirurgia, o fluxo pela artéria é interrompido e a circulação cerebral se dá por caminhos alternativos.

Na Angioplastia, é realizada uma punção da virilha ou no braço e um pequeno balão é inserido por meio de um cateter até a área da obstrução, onde é inflado para alargar a artéria e um stent (estrutura cilíndrica de metal vazado) é inserido para manter a artéria aberta.

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