As telangiectasias, mais conhecidas como “vasinhos”, são dilatações de pequenos vasos de coloração avermelhada ou arroxeada que se encontram na derme, a camada mais superficial pele. Podem surgir em qualquer área do corpo, porém são mais frequentes nas pernas. Atingem o diâmetro máximo de 1 mm e representam uma das principais queixas das pacientes que chegam ao consultório dos cirurgiões vasculares.

Oito em cada dez mulheres sofrem com vasinhos nas pernas. O principal fator para o aparecimento é a hereditariedade, assim como nas varizes. Em pessoas com predisposição, outros fatores podem contribuir, como o uso de anticoncepcional ou terapia de reposição hormonal, obesidade e gestação.

Os vasinhos, diferentemente das varizes, não causam sintomas como inchaço e dor nas pernas. Algumas mulheres relatam ardência no local das telangiectasias, especialmente no período pré-menstrual, mas de baixa intensidade.

Embora seja uma condição essencialmente estética, já que esses vasos não crescem a ponto de se transformarem em varizes, eles fazem parte do primeiro estágio da doença venosa e podem sim indicar que os vasos maiores não estão funcionando bem.

Existem dois tipos de vasinhos: os simples e os complexos.

1. Os vasinhos simples são aqueles que aparecem de maneira mais espalhada na pele e que não tem conexão direta com vasos maiores.

2. Os vasinhos complexos são aqueles mais agrupados e que se conectam com as veias nutrícias, que são vasos maiores e incompetentes que aumentam a pressão das telangiectasias.

O aspecto mais importante para melhor planejamento terapêutico é a diferenciação entre esses dois tipos de vasinhos. Veias nutrícias geralmente não são visíveis a olho nu, sendo assim, é importante a realização de um ultrassom Doppler venoso e o uso de equipamentos que utilizam realidade aumentada. Esse último revolucionou o mapeamento das veias nutrícias, refletindo diretamente nos resultados terapêuticos.

Por isso, antes de fazer qualquer procedimento estético nos vasinhos, é necessário consultar um cirurgião vascular para saber qual o melhor tipo de tratamento para o seu caso. Não adianta tratar apenas os vasinhos sem o adequado tratamento das veias nutrícias! O resultado estético não será satisfatório e mesmo aqueles vasinhos que desaparecerem podem retornar de maneira muito precoce.

Apenas um cirurgião vascular poderá avaliar seu caso e definir qual o melhor tipo de tratamento, visando um resultado estético satisfatório e mais duradouro.

Como tratar?

Existem diversos tipos de tratamentos para os vasinhos e isso vai depender do seu caso e se há ou não veias nutrícias. Atualmente, o melhor tratamento para os vasinhos nas pernas é a associação de escleroterapia (aplicação) com o laser transdérmico no próprio consultório médico. Ambos provocam uma irritação no interior do vaso (o primeiro através da infusão de uma substância química, o segundo através do calor) levando a sua inflamação e desaparecimento. As veias nutrícias podem ser tratadas da mesma forma (aplicação associada ao laser) ou por meio da sua remoção com a microcirurgia, a depender do calibre do vaso. Atualmente, o laser associado com a escleroterapia permite evitar a cirurgia em até 86% dos casos. A associação desses métodos se apresenta como o mais moderno tratamento disponível na atualidade para a solução estética dos vasinhos.

Vantagens do tratamento combinado de laser e escleroterapia?

Além de substituir a cirurgia convencional na maioria dos casos, não precisa de repouso nem de limitação de atividade física após o procedimento, são necessárias menos sessões para eliminar os vasinhos e há uma menor dor durante as sessões (com o método combinado, o laser pode ser aplicado com energia mais baixa, causando menos dor; além disso, usa-se um resfriador de pele que auxilia na analgesia durante a sessão).

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